Novo livro · edição Kindle
Geração
Órfã
“Tenho pai e mãe, e cresci sozinho.”
“E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais.”
Malaquias 4.6 — ARC
O que o livro sustenta
As quatro funções da presença
Todo pai rompe. Alguns voltam.
Trechos do livro
Quem afirma ter crescido sozinho dentro de uma casa habitada por pai e mãe é imediatamente colocado sob suspeita de ingratidão.
A afirmação, portanto, não é formulada. Permanece como sensação sem enunciado — e sensação sem enunciado não pode ser examinada, tratada nem comunicada.
No primeiro lar, a mãe também grita, perde a paciência e diz o que não devia — e retorna depois para reconhecer que errou. Esse menino dispõe de uma informação estruturante sobre o mundo: existe alguém que sabe quem ele é.
No segundo lar não há álcool, violência nem grito. Quando a menina tenta relatar algo, a resposta é sempre uma variante de agora não. Essa menina também extrai uma informação estruturante: o que se passa dentro dela não interessa a ninguém.
Por dois minutos, a instrução era olhar para o bebê sem reagir. Rosto imóvel, sem sorriso, sem fala, sem resposta.
O bebê recorre primeiro ao repertório que sempre funcionou: sorri, aponta, vocaliza. Não obtendo resposta, insiste — amplia o sinal, chama mais alto. Fracassada a insistência, ele se agita, protesta, chora. E então desiste: desvia o olhar, se volta para si mesmo, permanece quieto.
Uma família à mesa de um restaurante, quatro pessoas e quatro aparelhos. A criança de sete anos enuncia algo duas vezes, não obtém resposta e interrompe a fala.
A cena não requer composição ilustrativa.
A objeção pertinente a tudo o que foi exposto até aqui é a seguinte: como oferecer a um filho aquilo que nunca se recebeu.
A resposta é que se aprende, do mesmo modo que se aprende qualquer prática não transmitida em casa. Disponibilidade emocional é propriedade da relação, e não característica fixa de uma pessoa. Propriedade de relação é competência, e competência se adquire.
O percurso · 5 partes, 20 capítulos
Estar presente não é o mesmo que exercer presença. O que se pode afirmar, o que não se pode, e o critério que separa o pai imperfeito do pai ausente.
- A geração que tem pais e se sente órfã
- Os limites do que se pode afirmar
- Presença e proximidade física
- As formas da ausência e o critério de gravidade
- A construção da identidade e a função do reconhecimento
Apego, ruptura e reparo, a palavra parental e a negligência emocional — o que a pesquisa observou sobre a formação do vínculo.
- A família como primeiro ambiente
- Apego: a arquitetura invisível dos vínculos
- Ruptura e reparo
- A palavra parental
- Negligência emocional
A ausência é antiga. O que mudou foi a expectativa de presença — e o que hoje ocupa o lugar que ela deixou vazio.
- A ausência antiga e a expectativa nova
- Atenção fragmentada
- Os ocupantes do lugar vazio
O mandato de ensinar, as famílias do texto bíblico, a paternidade divina, filiação e adoção.
- “Ensinarás a teus filhos”
- As famílias da Escritura
- A paternidade divina
- Filiação e adoção
A história dos pais, a aquisição da presença por quem não a recebeu, e o que resta quando a reconciliação não é possível.
- A história dos pais
- A aquisição da presença
- Quando a reconciliação não é possível
Jonas Cádimo
Psicanalista · Teólogo · Pastor
Ter pai e mãe não é o mesmo que ter paternidade.
eBook Kindle · 20 capítulos, 5 partes · tradução bíblica ARC · português